Vigilantes, olhinhos pequenos de pássaros
E de animais domésticos
Não entendem nada da minha casa,
Nem precisam.
Na minha casa,
Converso com príncipe
Quando os sonhos principiam…
Em cama larga,
Estreita-me num abraço o braço direito do rei
Que só eu sei.
Por que somos tantos e nenhuns?
Sem parafusos,
Pregam-se Parabéns nas paredes do meu quarto.
Sacramentado, o amor está no céu, na terra, no mar
E em todo lugar!…
Não sei dizer o nome da máquina
Que serve de veículo para a inspiração,
Só sei que ela viaja…
Planetas distantes são pertos flutuantes…
Por vezes, sobro…
Por vezes, formo par ideal.
Na terra, tudo isso é normal.
A vida não dá segurança.
A vida balança,
Balança…
Cansa,
Dança,
Lança…
E, mansa,
Imensa, avança…
Fazer de conta?
Não sei.
Euna Britto de Oliveira
