Quando o que não foi quer dizer que foi
E eu, ingênuamente, descuidadamente,
Quase acredito!… penso ligeiro e bem baixinho
No que foi e no que não foi…
Aí, sim,
Clarificam-se,
Classificam-se
Transparências
Turbulências
Transcendências
Missões e
Omissões.
E eu, ingênuamente, descuidadamente,
Quase acredito!… penso ligeiro e bem baixinho
No que foi e no que não foi…
Aí, sim,
Clarificam-se,
Classificam-se
Transparências
Turbulências
Transcendências
Missões e
Omissões.
Perdoai-me, espaços verdes.
Vós sois realmente belos,
Mas não representais meu ideal!
Não me arrisco a ser isca da onça marisca,
Do lobo,
Da cobra coral…
Sou mais urbana que rural!
Se posso escolher agora,
Como em prova de concurso,
Como em exame de vestibular,
Coloco marcas nas alternativas falsas
E, por exclusão, encontro
A que me parece correta.
Passo a outra questão,
Firmo-me em outro lugar,
Discreta…
Amo os desafios.
Êh, eu que gosto de um curso!
Êh, eu que gosto de um concurso!
Faço planos,
Realizo sonhos…
Primeiro,
Sou abstrata…
Mas depois,
Concreta.
Não havendo curvas, vou reta!
Belo Horizonte, 1992
Euna Britto de Oliveira
