Um pontilhão para o hoje,
De madeira reforçada,
Sem anteparos nem nada.
Um cavalo passa nele e não atravessa,
Tropeça;
Cai na correnteza do rio!…
Montado nele, um rapaz.
Leordina chora até hoje,
Porque o cavaleiro era o Ziu!…
O leito do rio forrado de pedras roliças,
Onde tomei tantos banhos!!!…
Com minhas mãos,
Faço treliças
E tapo os olhos.
Não quero ver!
Com um arrepio,
De muito longe no tempo e no espaço,
É que espio…
Como a água do rio,
Esse assunto já está frio.
Muita água correu por baixo da ponte!…
Muita gente passou por cima da mesma ponte
E não caiu,
Mas sumiu…
De sumiço sem culpa da ponte,
Sem culpa do rio…
Euna Britto de Oliveira
