Por isto, primeiro é abatida.
Pastar, passear, amojar…
Não fazer nada…
Véspera do nada.
Não há muito socorro
Para os limites forçados.
Limites imploram por respeito!
Ignorados, não se responsabilizam
Pelas conseqüências…
Fora de mim, o mundo.
Dentro de mim, outro mundo.
Um mundo comprimido, condensado,
Que se expande… se eu deixar.
Demonstrações de amor amansam a fome infinita
Que diariamente consome o mundo e os que nele habitam…
Se me ofendem,
A força do hábito me força
A tomar posição de sentida…
Se ressentida, logo acrescento uma pedra
À pedra fundamental do perdão,
E sobre ela escrevo NÃO
A qualquer servidão.
Construo minha história.
Reinvento a roda, o fogo, a faca,
A rosa-dos-ventos,
O “lato sensu” da palavra amor…
Desconsolada, consolo-me com nervos de aço
E fibras de nylon…
E com a releitura das estrelas!…
“Lato sensu” é uma expressão latina que significa – em sentido amplo.
Euna Britto de Oliveira
