Era um canto triste e ensimesmado,
era uma cantiga de menino abandonado…
Era um canto triste e desolado,
era uma casa onde o amor foi descartado…
O amor fugiu e ninguém viu!
Não vês a bruxa magrela
com a saia presa nas ancas
e umas unhas enormes
querendo enganar e esganar?…
A pose da aurora restaura as causas bem começadas
que os dias passados corroeram,
mas as mil e uma noites
não deram como encerradas…
Era uma casa grande para a rotina morar,
era uma louca que rifava espaços,
era uma clara confissão de humanidade!
Quem tiver pra vender,
eu compro,
a casa menor dessa cidade…
E a Paz.
Euna Britto de Oliveira
