TRENZINHO

TRENZINHO

Controladinho, o trem desce a serra, sobe a serra
Faz a curva, segue reto
Beira o rio, cruza o vazio
Apita, solta fumaça
Prossegue e não pirraça
Ô trem bonitinho!…
Parece trem de brinquedo
Mas é trem de verdade
Vai transportando a esperança do mundo
Em dias de felicidade
Dentro dele viajam crianças
Jovens e idosos
Cada um com sua mochila de vida
O trem passa e nos convida
Quem quer tomar café com pão?
Quem quer descer na próxima estação?
Quem quer saber de continuar?…
No ar, o cheiro de mato
E a ave que usa as asas para vencer o chão
Vou de pensamento mesmo.
É mais rápido!
Este poderia ser o trem da extinta Estrada de Ferro Bahia e Minas
Sim, bem poderia!
Ele era assim e existiu um dia
Podem perguntar à Eulampia Tomich, Maria Alice Pinheiro, Norma Lago, Jeanne Melo, Jeannette Melo, Mariaelita Silva, essas e outras meninas lá de Carlos Chagas
E a muitos e muitos homens também!
Pararam o trem
Acabaram com sua estrada
Sumiram com tudo dele
Mais uma vez a impermanência está comprovada!
Agora é lembrar
E mais nada…