E dança a valsa de despedida
A milésima solidão!…
Solto a flor primeira
Em qualquer primavera.
Você me desencadeia!…
Amo com amor de elogiar,
De defender, de tratar bem…
Amo com amor de emocionar,
De escrever cartas,
De enviar e-mails,
De fazer poesia…
Amo com amor de acompanhar,
De levar pra casa,
De Anjo dizer
“Amém!…”
Foto tirada no momento em que nos conhecemos.
Ou em que nos reconhecemos…
——————————————————————————————————————————————
Licença para uma Música que é um Poema:
BANDOLINS
Oswaldo Montenegro
Como fosse um par
que nessa valsa triste se desenvolvesse
ao som dos bandolins e como não
E por que não dizer
que o mundo respirava mais
se ela apertava assim seu colo
e como se não fosse um tempo
em que já fosse impróprio se dançar assim
ela teimou e enfrentou o mundo
se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
iluminava e a noite caminhava assim
e como um par o vento e a madrugada
iluminavam a fada do meu botequim
valsando como valsa uma criança
que entra na roda a noite tá no fim,
e ela valsando só na madrugada
se julgando amada ao som dos bandolins
Euna Britto de Oliveira
|
|
